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Introducción
El programa SAT abarca tres componentes (no estrictamente separables):
El autoconocimiento, la reparación de las relaciones interpersonales y
el cultivo espiritual. Se ofrece este programa a los educadores como
una manera de llenar deficiencias de la educación tradicional, tanto en
lo que toca a los aspectos espirituales o transpersonales, como en lo
referente al aspecto psicoético ( del conocimiento de sí mismo y la
reeducación emocional)
Explicación del proyecto
Puede describirse el programa SAT como un currículum holístico por
cuanto atiende a lo corporal, a lo afectivo y a lo espiritual. Y todo
esto en un significativo horizonte teórico relevante a estos
experiencialismos.
Entre lo que dicen las personas que han atravesado el proceso se habla
a menudo de ser uno mismo, ser más verdadero, estar más en paz con la
propia vida, conocerse mejor, salir con una mayor capacidad amorosa,
atreverse más a vivir, haberse liberado de la esclavitud de la propia
imagen.
El propósito explícito con que se formula este trabajo ( "de formación
personal y profesional") es el de llegar a conocer profundamente la
propia personalidad para poder liberarse de ella en mayor o menor
medida. Consecuentemente, se ha descrito el programa SAT como "Una
máquina de moler egos". Naturalmente la molienda de "egos" no es sino
la fase analítica que precede a una de síntesis, a una gradual muerte
que se acompaña con un gradual renacer. El objetivo principal del
proceso SAT es entender esa transformación que es la esencia del
desarrollo humano y que involucra tanto una muerte del ego como un
renacimiento espiritual.
Historia del SAT
Historia general.
El programa SAT se originó en un trabajo improvisado que realizó el
doctor Claudio Naranjo en Berkeley, a comienzos de la década de los
años 70, con diversos grupos de buscadores californianos. Después de
una larga interrupción, renació el proceso SAT en España como un
programa de verano en tres módulos sucesivos de un mes cada uno, bajo
auspicios del instinto de formación de futuros terapeutas, en una finca
llamada Babia en el desierto cercano de Mojácar (Almería).
Posteriormente los programas SAT se han realizado en diversos países
europeos y americanos y se han ido desarrollando paulatinamente y
tornándose más populares no sólo entre terapeutas, sino también entre
educadores y no profesionales en la búsqueda de su evolución interior
personal.
Desde su origen los programas SAT continúan estando bajo la dirección
del doctor Claudio Naranjo, pero incluyen la colaboración de un rico
elenco de exdiscípulos y colaboradores, que incluyen muchos de los
profesionales más distinguidos del mundo internacional de la
psicoterapia.
Vinte Anos de Escola SAT
Gestação, nascimento, objetivos, evolução e atuação no Brasil.
Alaor Passos
Há menos de uma semana Cláudio Naranjo retornou a Califórnia. De lá
empreenderá sua peregrinação anual pelos eventos Sat da Europa. Sua
permanência de um mês no Brasil, durante a 10ª temporada anual
consecutiva dos eventos Sat de Brasília foi muito exitosa, tal como nos
anos anteriores. O vácuo de sua suave ausência já antecipa saudades da
próxima temporada de 2005. Antes de programá-la em detalhes, segundo
diretrizes deixadas por ele, sinto-me inclinado a fazer uma avaliação
histórica da evolução ocorrida durante os 20 anos de atividades no
Brasil, desde a semente plantada na visita inicial de 1984, até a
maturidade da safra que tem sido colhida nos anos mais recentes, fruto
da fértil germinação em Brasília.
Este foi o 11º ano das atividades centradas em Brasília. Em 1994 foi o
início, constante de uma experiência intensiva com o Eneagrama II de
então (Virtudes e Subtipos). Três dias internos no Instituto Israel
Pinheiro, com um grupo pouco superior a 50 pessoas oriundas do
Eneagrama I que eu começara a introduzir em Brasília pouco tempo antes.
Também houve uma Conferência no Hotel San Marcos para um público mais
amplo. E foi só. Mas estava plantada a semente. E bem plantada.
No ano seguinte (1995) tivemos o primeiro Sat, lá no mosteiro das
freiras salesianas, da Asa Norte. Foram 90 pessoas vindas de muitas
partes do Brasil, onde eu já ensinava Eneagrama I e Eneagrama II, havia
mais tempo. Cláudio improvisava os estímulos do Trabalho segundo a
resposta vinda do grupo. A equipe era ainda pequena. Apenas Suzy,
Betina e Alaor. Sete dias intensivos, e inesquecíveis. Também houve uma
Conferência pública no auditório do Senado Federal, precedida do Hino
Nacional, da qual Cláudio jamais se esqueceu. Fez ali a primeira
"provocação" introdutória ao tema da necessidade da mudança
educacional, que viria a ser sistematicamente desenvolvido nos anos
seguintes até chegar a ser proposto na UnB como "Uma Nova Educação
Verdadeira para o Século XXI". Aí estava o parâmetro da proposta de
educação humanista, integral, criativa, revolucionária e libertadora,
veiculada hoje na vertente especializada do Sat-Educ.
De 1996 em diante as Conferências anuais foram dadas só na UnB, com
mais duas exceções: Católica e CEUB. Constaram de variações sobre dois
temas principais que Cláudio deu atenção nos últimos dez anos.
De um lado, o resgate do herói ao longo da viagem interior, salientando
as peripécias e escaramuças das sucessivas batalhas da Guerra Santa
Interna deflagrada contra o ego. O farol de referência esteve aceso em
muitos pontos. Desde as alegorias, observações pontuadas, análises e
interpretações de Escrituras Sagradas transculturais até a decifração
de mensagens contidas nas Epopéias e outras obras ímpares da literatura
clássica. Passando pela compreensão eneagrâmica da vida de alguns
santos e músicos proeminentes do ocidente, cuja trajetória biográfica,
ou obra musical, podem nutrir os propósitos do neoshamanismo apropriado
aos tempos de hoje. Três ingredientes, pelo menos, estão
definitivamente interligados nisso, que são: o shamanismo, a
espiritualidade e a transformação. Podemos entender que o primeiro
caracteriza o estilo da práxis mais eficiente ao alcance dos que fomos
contaminados pelo propósito de "aprender a estar no mundo sem ser do
mundo", começando no nível básico de "aprender a aprender". E a
espiritualidade é, ao mesmo tempo, a meta e a força energética que nos
orienta. Quanto à transformação, é a premissa "sine qua non". Ou seja,
é o meio necessário para viabilizar a práxis e cultivar a
espiritualidade.
De outro lado, o segundo tema das Conferências focaliza a educação,
dando sustentação paralela aos três ingredientes mencionados. Naranjo
entende que nenhuma transformação coletiva verdadeiramente
significativa poderá ocorrer sem a força de uma alternativa
contestadora dos valores encrustados na estrutura educacional vigente.
Embora o Escola Sat lide com questões e propostas também contidas em
outras Escolas mais antigas, sobretudo nas do Quarto Caminho, ela é sui
generis em seus equacionamentos. Está inserida na atualidade de um
mundo em aguda crise de valores, que agoniza em notória ausência de
rumos. Emergiu nesta fase, e tem que lidar com a problemática desta
fase. Busca respostas para inquietudes humanas de sempre, agravadas
agora por marcas da atualidade. O papel da Educação ganha especial
relevância nesta perspectiva. Precisa ser transformadora do indivíduo,
ajudando-o a transformar o entorno onde vive. E não o contrário, como
tem sido: orientada a transformar o mundo externo e a amoldar o
indivíduo para ser vítima passiva da dinâmica da transformação operada
em seu entorno, sem poder ter o domínio consciente da situação. Muitas
vezes privado de qualquer opção, a não ser, talvez, a do protesto mudo
do fracasso, ou da insatisfação generalizada com a artificialidade
vazia do jeito "civilizado" de viver. Mais do que prover uma
capacitação inicial aprimorável através de reciclagens sucessivas, e
imprescindíveis para que se acompanhe o ritmo da evolução externa, a
educação deveria prover estímulos para cultivar o potencial humano dos
jeitos de viver com sentido consciente e plenitude interna. A
reeducação permanente, através do cultivo do autoconhecimento,
inesgotável e transformador, passaria a ter relevância destacada.
Minha própria visão macro-sociológica da conjuntura mundial que está
delineada nesses tempos de transição de século e de milênio é um tanto
nihilista. Fatores destrutivos de difícil reversibilidade parecem estar
armados numa espécie de bomba de tempo de detonação inevitável. São
poucas as perspectivas de mudança para melhor nos rumos da História da
raça humana neste planeta que ainda incentivam sonhos de esperança. A
inovadora proposta educacional de Naranjo visando uma verdadeira
transformação é uma esperança alentadora que emerge num contexto
sombrio. Em conseguindo sensibilizar setores educacionais estratégicos,
poderá vir a ter êxito na reversão de fatores estruturais arcaicos que
estão impedindo vislumbrar novos rumos para o caminhar da humanidade.
Só uma nova educação poderá conter a baliza sinalizadora de rumos
novos. Estes deverão privilegiar a aceleração do desenvolvimento da
consciência coletiva. Tal como o salto tecnológico de aceleração
contínua que tem ocorrido em décadas recentes, parece imprescindível
que também ocorra um salto global da consciência nesta etapa
pós-industrial da evolução humana. A harmonia do ritmo inovatório
equiparando a velocidade da evolução de ambos aspectos - Tecnologia e
Consciência - poderá neutralizar a inércia humanicida dos tempos
atuais, possibilitando o cultivo de um sistema de valores que coloque a
conquista tecnológica a serviço do desenvolvimento completo do
potencial humano, de cada indivíduo e da coletividade. Isto daria um
sentido mais abrangente à experiência humana de existir para viver, com
verdadeira liberdade, igualdade e fraternidade. Ficaria para traz a
fase frenética de viver para fazer, engendradora do paradoxo de perecer
fazendo por não ter jeito de parar de fazer. Os próximos parágrafos
resumem minha compreensão pessoal da paradoxal situação que criamos ao
entrar na corrida louca que parece levar a lugar nenhum.
O sistema educacional é hoje apenas um arcabouço vazio, impessoal e
desumanizado. Não pode cumprir mais do que a função de dar sustentação
ao "complexo industrial militar" globalizado que orbita automaticamente
ao redor do núcleo hegemônico de poder, aflorado desde o século passado
e consolidado com o término da Guerra Fria. O poder autolegitimado de
alcance global que emana do núcleo continua, entretanto, inspirado na
mesma arrogância humanicida. Derrotou-se o inimigo visível, o bode
espiatório originador da corrida armamentista. Mas a Guerra continuou.
Passou de fria a quente, borbulhando por todas partes, e
lubrificando-se em abundante sangue globalizado. Virou guerra de
conquista, com explícita legitimação da força. Poder econômico, poder
militar e poder tecnológico se uniram para consolidar o poder político
e expandir o domínio cultural.
Nenhum valor emergiu neste contexto que pudesse nutrir esperanças de
abrir-se uma nova fase da História, com uma Civilização que pudesse
entrar em fase avançada de humanismo pluralista e solidário. Pelo
contrário, parece estar aumentando o distanciamento de muitos
segmentos, que agravam a esquizofrenia institucional característica de
nossos tempos. Por um lado, continua aumentando a distância entre ricos
e pobres. Concentra-se a riqueza e o poder de poucos, e aumenta-se a
pobreza, a miséria e a irrelevância de quase todos. Isto é visível
entre os países, e também dentro de cada país. Até mesmo entre regiões,
internacionais e/ou nacionais, ou dentro das grandes cidades
emergentes. Uniram-se megalópolis com a cabeça presa ao centro
sofisticado das decisões mundiais. Megalópolis que mais parecem
monstros com um corpo enorme dilacerado em periferias geradoras da
violência diária, crescente e visível, que acoberta a violência maior
implícita no jeito desumano imposto ao viver coletivo.
Por outro lado, agrava-se a esquizofrenia entre Civilização e
Tecnologia. Como se a Humanidade tivesse alcançado uma fase de
altíssima Tecnologia sem ter passado pela Civilização. O
desenvolvimento tecnológico adquiriu impulso próprio, e cresce
autonomamente sem estar sintonizado a valores essencialmente
enriquecedores da Civilização, entendida esta como capaz de propiciar a
seus membros satisfação muito maior e mais abrangente do que o excesso
de consumismo de bens materiais embrulhados em sedutora comodidade
tecnológica. Outros excessos acompanham o excesso de consumo, dentre
eles o excesso de desperdício, de ostentação, de desejos, de
competição, de individualismo, de egocentrismo e de miséria, dentre
outros. Talvez possam ser sistematizados numa nova Hidra de nove
cabeças: os eneatipos dos excessos da Tecnologia sem Civilização.
Alguém talvez se interesse em desenvolver esta idéia. O fato é que
Civilização deveria propiciar meios para uma qualidade de vida
superior. E esta, verdadeiramente, deveria conter algo mais, e
diferente, do que apenas a maximização das comodidades tecnológicas.
Sobretudo quando já sabemos que a corrida cega nessa direção engendra
paradoxos que anulam, ou neutralizam suas benesses.
No momento, carece voltar-se ao exame do surto da esquizofrenia
tecnológica que fez adoecer o reino da Civilização, dando lugar ao
aparecimento da tirania do Rei Teknós. Este, no delírio de
grandiosidade de seu poder inconsciente, e inconseqüente, só se dedica
a fazer crescer seu domínio. Nele a tecnologia cresce porque tem que
crescer, e não cresce para acrescer felicidade ao modo humano de viver.
O apogeu do reinado de Teknós não coincide com o "fim da História" como
chegou-se a pensar que atingiríamos no passado recente. O que de fato
tem ocorrido é o recrudecimento da tirania de Teknós, que vai
fortalecendo seus tentáculos em todos os níveis, em todos os aspectos e
em todas as partes. Mesmo criando paradoxos que pareçam insustentáveis,
dos quais temos experiências diárias, por exemplo, no transporte
urbano, onde quanto maior for o número de carros para as pessoas
correrem, maior a tortura de ter que ficar impotentemente paradas no
trânsito.
Assim também em outros aspectos. Na educação não é diferente. Quanto
mais se tecniciza visando produzir inovação tecnológica, mais se afasta
do conteúdo humanizante. Quanto maior a oferta global especializada de
"seres educados" - leia-se "tecnicamente qualificados" - menor a
possibilidade real de experienciar a simplicidade da vida na plenitude
de "seres humanos". O indivíduo que integra a massa do produto final
"educado" pouco tempo tem para si mesmo, e para as circunstâncias
inerentes à própria vida. Demasiada energia precisa ser colocada em
manter a brecha aberta pelo título que certifica a qualificação
especializada. Tem-se que cuidar permanentemente dos ingredientes
cosméticos necessários para individualizar o estilo pessoal de
sobrevivência na multidão uniforme e unirrítmica.
O sistema educacional padece dos mesmos vícios paradoxais do sistema
global. Foi gerado por este, e ao mesmo tempo produz o necessário para
perpetuar a engrenagem deste. Em síntese, propõe-se a adaptar o
indivíduo para viver inadaptado. Adaptado à forma, e desadaptado no
conteúdo. Ilustrado por fora, mas escurecido por dentro. Cadenciado com
o ritmo da corrida coletiva, mas descadenciado no próprio biorritmo.
Reduzido a aparência de um gato mais dentre a multidão de gatos que
correm simultânea e freneticamente em círculos tentando agarrar o
próprio rabo. A meta educacional que acena conduzir à Universidade
acaba culminando numa insossa Unimonocidade para a produção em série
das peças necessárias a perpetuação do moto contínuo, com seus
indefectíveis paradoxos. Reduziu-se a educação à sua função
profissionalizante pela via só informativa, que produz profissionais
cada vez mais desnecessários e improváveis de serem absorvidos no
seleto círculo de sofisticação tecnológica. Desnecessários ou
obsoletos, pois enquanto que o estilo educacional impartido continua
abusando da capacidade mental do indivíduo para armazenar informações,
estas são cada vez mais guardadas supra individualmente, disponíveis ao
alcance coletivo, no cérebro global da internet. Cresce portanto o
subemprego disfarçado, que embora possa ser sofisticado, é humanamente
desmotivante, com um número crescente de indivíduos altamente
competitivos, preparados para competir onde poucos serão necessários. A
maioria só competirá consigo mesma, correndo atrás do tempo para ganhar
tempo para correr. Consegue sobreviver, com pouca chance de
simplesmente viver. Educados para empenhar o tempo para "ganhar a
vida", acabam perdendo à vida empenhados em ganhar tempo de
prepararem-se para viver.
Quantas gerações mais aceitarão esta fórmula onde a felicidade é apenas
uma miragem sempre escondida atrás de novas dunas, só atravessáveis
pela competição permanente, com outros e consigo mesmo? A Revolução
Universitária de 1968 trincou o casarão envelhecido, mas não conseguiu
derrubar a estrutura institucionalizada. Mas foi um alerta, com
epicentro nas principais instituições acadêmicas mundiais que logo
tomou a forma de contestação generalizada que alvejava as distorções
mais salientes em todas as partes. No Brasil o petardo mais forte foi
contra a ditadura militar, gravemente atingida, por exemplo, na poesia
cantada de Geraldo Vandré: "...nos quartéis lhes ensinam uma antiga
canção, morrer pela pátria e viver sem razão". A ditadura local
acabaria 15 anos depois, mas a tirania do "complexo industrial militar"
aumentou. O "non sense" paradoxal permanece generalizado.
Em 1789 caiu a Bastilha. Com ela caiu a tirania dos reis absolutistas.
O período Republicano que instalou-se no mundo a partir de então
coincide com a fase frenética vivida pela humanidade. Iniciou-se a
corrida para a inovação tecnológica, em ritmo cada vez mais crescente.
Com exceção do fogo, da pólvora e da roda, todas as outras invenções
tecnológicas, grandes ou pequenas, deram se ao longo dos últimos 200
anos. No plano político a República veio acompanhada da instalação da
"democracia representativa" como forma de governo. Alguns lugares
mantiveram a realeza para assegurar maior estabilidade política.
Criou-se a engenhosa fórmula de "o rei reina, mas não governa". Mas há
tempos que tem estado evidente que esta fórmula é também válida para o
sistema republicano. Nele "os governantes representam, mas não
governam".
Quem de fato governa é a inércia estrutural do sistema. Seja na realeza
decorativa, seja na democracia representativa, ou mesmo nos governos
autocráticos, no mundo moderno globalizado quem detém o poder de fato
são governantes invisíveis e impessoais, travestidos de variadas formas
de aparente legitimação. Os governantes "representativos" revezam-se em
turnos sucessivos,, sem poder de questionar o poder estrutural
subjacente ao exercício do plantão decorativo de cada momento
conjuntural. Assim, o exercício do poder visível fica reduzido aos
boletins, ou "pacotes administrativos" que ordenam para cumprir ordens
superiores. Estas vêm de diferentes tronos ou gabinetes. Às vezes quem
manda é o "Rei Mercado". Outras é o "Gabinete Cambial". Outras é o
"Departamento de Juros e Investimentos", inclusive para fins
bélicos.Outras ainda vêm da "Divisão de Recursos Humanos" necessários
para maximizar a performance, mesmo quando minimizem a humanização dos
recursos. De todas maneiras, tudo está centralizado num único
Ministério verdadeiramente soberano, que é o da Tecnologia. Comandado
pela férrea vontade do Rei Teknós, que também exerce as funções de
Primeiro Ministro, todos os demais ministérios só funcionam em sintonia
com ele. O da Educação, por exemplo, distribui as verbas possíveis, ou
necessárias, para robotizar o ensinamento profissionalizante e
perpetuar o aprendizado informativo e descritivo. O da Cultura presta
cultos ao homocentrismo egóico da raça. O da Inteligência reúne peritos
em recolher informações úteis para destruir o vizinho, ou eficientes
para defender-se da destruição que virá deste. E assim por diante.
Em 1989 exatamente 200 anos depois da caída da Bastilha, caiu o muro de
Berlim. No primeiro caso, a tirania absolutista foi substituída pela
democracia representativa. No segundo caso, o término da disputa da
Guerra Fria deu lugar a centralização hegemônica do "American Way of
Life", que em nome da "liberdade duradoura" passou a ser imposto pela
força, às custas da liberdade de autodeterminação de outros povos e
outras culturas. Sobretudo aqueles ainda não suficientemente alinhados
que representassem algum grau de ameaça, atual ou futura, aos
interesses hegemônicos.
Se os próceres da Revolução Francesa pudessem opinar hoje, como
avaliariam o grau atingido pela humanidade quanto a seus ideais de
"liberdade, igualdade e fraternidade?" A estátua da Liberdade continua
mantendo seu papel decorativo como símbolo nacional. Talvez seja mais
prático que decorativo, se levarmos em conta sua utilidade econômica
para incentivar o turismo. Mas quanto contém, realmente, de simbolismo
libertário? E a igualdade, que terá acontecido com ela? A de
oportunidades continua não existindo. Pelo contrário, vai desaparecendo
de vista na mesma medida em que a dinâmica esquizofrênica do sistema
distância seus segmentos. A igualdade racial também jamais existiu. E o
sonho de igualdade sócio-econômica ruiu quando a União Soviética
despertou do pesadelo bolchevique. E quanto à fraternidade, quando será
que a diplomacia do canhão dará chance a ela? Ou que a competitividade
intríseca do sistema que reduz cada homem à condição de "lobo de outro
homem" dará lugar ao florescimento de um convívio verdadeiramente
fraterno, amoroso e solidário entre os homens?
Permanece comigo a esperança, nutrida ao longo da experiência vivida
nos sucessivos eventos Sat, de que a visão educacional de Naranjo, que
está tomando forma na proposta do Sat-Educ, venha inocular o potente
vírus do Amor num número suficiente de pessoas dispostas a alistarem-se
como combatentes da Guerra Santa Interna, dando combate ao ego e
transformando o sistema educacional para transformar o mundo, mediante
prévia transformação de si mesmos.
Volto à trajetória de Naranjo no Brasil para salientar alguns marcos da
evolução da Escola Sat. Os eventos, que desde 1996, o Instituto Eneasat
organizou em Brasília, foram sempre realizados no CNTI. Em temporadas
anuais crescentes em duração, à medida que se incluíram mais eventos
sucessivos. Começou com uma semana, até que atingiu marca somatória
superior a um mês, sempre no período de abril até meados de junho. Isto
já por 10 anos consecutivos.
Mas, paralelamente, sempre houve atividades também em Belo Horizonte,
onde, aliás, tudo começou. Foi o Centro Cultural de Pesquisas e
Desenvolvimento Humano, criado e então dirigido por Suzy e Alaor que em
1984 trouxe Naranjo ao Brasil pela primeira vez. Ron Kane, amigo comum
dos três, psicólogo da Califórnia, que já havia estado em Belo
Horizonte a convite do mesmo Centro Cultural, foi quem fez a sugestão e
a mediação inicial. Naquela oportunidade Naranjo apenas fez uma
Conferência Musical e teve breve contato informal com muitas pessoas
que freqüentavam regularmente o Centro Cultural. Foi o suficiente para
interessar a vários que viajassem até o Rio de Janeiro para participar
de uma tarde de workshop que seria realizado lá. Naranjo propôs certas
vivências gestalticas, incentivando principalmente o contato com o
presente e convidando explicitamente para uma revisita aos "sonhos da
adolescência" vistos desde a perspectiva adulta. No final fez alguma
menção ao Eneagrama e discorreu brevemente sobre cada uma das nove
paixões. Além de fazer algumas observações sobre o papel da Terapia na
vida das pessoas, uma espécie de supervisão orientadora aos terapeutas
presentes, quase todos oriundos do Processo Hoffman. Só voltou quase 3
anos depois, no princípio de 1987, desta vez para uma semana intensiva
no Centro Cultural onde destinou 52 horas de trabalho
vivencial/didático a um grupo de 30 pessoas que se interessaram no
estudo dos eneatipos.
Dessa vez o jornal "Estado de Minas" noticiou que Naranjo viera
"entregar o segredo" do autoconhecimento. Provavelmente o jornalista
que então destacou a notícia a partir de entrevista com Alaor Passos,
pensava em alguma fórmula mágica contida em algum tipo de "abra
cadabra". O fato é que quase 20 anos se passaram sem que nenhum
"segredo espetacular" impedisse o florescimento consistente do
Trabalho, à luz do Eneagrama, sintetizado na Escola SAT. Como suas
congêneres do Quarto Caminho, esta firmou-se inserida no mundo da
realidade, sem pregar espiritualidade piegas nem promover surtos de
"esoterismo místico". Usa a Psicologia dos Eneatipos para conduzir à
transformação socrática implícita no "conheça-te a ti mesmo". Está
impermeabilizada ao modismo dos "cursos de eneagrama" que "sem saber
fazer a hora, vêm e vão embora", divulgando "antiga informação" sem
propor "novos jeitos de viver com razão". Na categoria destes
incluem-se todos os que carecem de legítimo mandato de validação de
seus ensinamentos. Sem legítima linhagem não existe verdadeiro
ensinamento, mesmo quando a iniciativa venha revestida de invólucros
sedutores, tentando justificar-se em propósitos de aparência nobre. A
"autocapacitação" ou "autolicenciação" que distingue os chamados
"mestres da curiosidade" mal consegue disfarçar a pirataria e o
diletantismo inerente aos que se atrevem a aventurar-se em atividades
do gênero sem a devida legitimação.
A partir de 1987 Naranjo veio todos os anos ininterruptamente. Nos
primeiros 7 anos, até 1993, esteve centrado em Belo Horizonte, dando
ênfase ao estudo dos eneatipos, e fazendo Conferências com temas
variados. Estendeu-se ocasionalmente a Rio e são Paulo, inclusive com
Conferência na Unicamp, e alguns workshops introdutórios ao Eneagrama.
Naquela primeira vinda Cláudio se acompanhou de Guilhermo Borja, o
psiquiatra mexicano amigo que já era seu discípulo. Antes do primeiro
dia de trabalho almoçaram juntos Guilhermo, Alaor e Cláudio, a pretexto
da preparação do programa. Enquanto Guilhermo discorria sobre
experiências passadas no México, Cláudio apontou para um detalhe de
sincronicidade que teria sido insignificante, a não ser pelo simbolismo
que só veio a ficar evidente ao longo dos anos seguintes. É que ambos,
Cláudio e Alaor, estavam usando relógios igualzinhos em seus pulsos.
Eram relógios digitais muito simples, que haviam sido recentemente
lançados no mercado, cuja capacidade, além de marcar a precisão das
horas, incluía uma calculadora de múltiplas funções. Cláudio apontou
para ambos, como se estivesse reconhecendo a metáfora contida naquele
acontecimento simultâneo: a constatação de que estávamos bem afinados
para acertar os ponteiros e fazer os cálculos das atividades que fossem
necessárias para implantar aquele projeto de longo prazo cuja
oportunidade estava por concretizar-se. Talvez tenha sido esse o
momento em que algum Cartório invisível tenha registrado a Ata de
fundação da Escola Sat no Brasil.
Agora, em 2004, viajou até Porto Velho, oferecendo um workshop para
mais de 100 pessoas, a maioria composta por discípulos daquela região
que anualmente têm vindo a estar com ele nos eventos de Brasília.
Também esteve no "Instituto para a Humanização do Homem - Projeto SER",
de Divinópolis/MG, oferecendo uma tarde de workshop para quase 200
participantes, incluindo um significativo número de discípulos antigos
e novos. Em ambos lugares o tema desenvolvido foi o Amor, em seu
aspecto trinário, conforme consta em seu livro de recente tradução no
Brasil: "O Eneagrama da Sociedade - Males do Mundo Males da Alma".
De 1994 em diante o eixo foi transferido para Brasília, compartilhado
com Belo Horizonte. Apenas em 1997 houve uma variação. Naquele ano
houve também um Sat Especial em Porto Alegre organizado pela Escola
Vale do Ser/Instituto Terceiro Milênio, incluindo alunos já iniciados
por Alaor no Eneagrama, juntamente com discípulos mais antigos vindos
dos 3 paises do Cone Sul. Em todos os lugares a experiência tem
demonstrado que é praticamente impossível passar por um evento Sat
impunemente. No mínimo haverá uma contaminação grave por um vírus
severo que só é neutralizável com o antídoto do Amor.
Em Belo Horizonte o grupo inicial de 1987, acrescido de novos
integrantes, continuou reunindo-se com Naranjo por vários anos
sucessivos, mesmo quando Brasília já era o eixo central. Alguns deles
sendo integrados à equipe de Cláudio, e outros passaram a freqüentar a
nova forma de eventos Sat que foi se estruturando ao longo dos anos.
Antes de 1995 ainda não se usava por aqui o nome Sat embora na Europa
já ficaria conhecido. Em 1997 houve o primeiro Retiro intensivo de
Meditação em BH, e posteriormente houveram mais dois em Brasília.
Pouco a pouco o programa foi se estruturando em eventos específicos,
sucessivos e complementares. A equipe foi aumentando, os temas se
ampliaram, e o Trabalho foi ganhando profundidade até assentar-se em
bases sólidas. A experiência do Brasil, somada inicialmente à da
Espanha e Itália, e posteriormente à do Chile, México, Argentina,
Uruguay e Austrália, mais alguns frutos recolhidos de atividades
variadas em outros países, desembocou no estilo ímpar, inconfundível e
potentemente transformador da Escola Sat, conforme ficou conhecida a
influência internacional de Cláudio Naranjo.
Muito mais do que um simples nome, mesmo quando se refira a uma síntese
de ensinamentos, a Escola Sat expressa um reconhecimento. Este foi dado
a Cláudio Naranjo, por um sem número de discípulos, espalhados pelo
mundo inteiro, que o têm como Mestre de ensinamentos transformadores,
seja no campo humano, terapêutico e/ou espiritual. Os ensinamentos da
Escola são impartidos em dois níveis. Um, o mais importante e
individualizado, vem pela transmissão direta, que ocorre nos contextos
vivenciais da Escola, que são dirigidas pelo próprio Naranjo ou
delegados por ele a membros de sua equipe, convidados e previamente
formados por ele e autorizados a atuar em situações específicas. Um
segundo jeito de impartir ensinamentos é através de palestras, artigos
e livros. São mais de 15 os que estão publicados, muitos deles
traduzidos em várias línguas. Que seja através de livros, ou pela
experiência direta, o fio condutor da energia sutil e amorosa que emana
de Naranjo aponta numa só direção: a do autoconhecimento transformador.
Sabemos que o cultivo da música fez parte de suas inquietudes desde os
tempos da juventude. Aliás, em seu próprio nome já está contida uma
referência um tanto profética a este aspecto, na homenagem explícita
que seus pais quiseram prestar a Cláudio Aráu, o compatriota amigo.
Desde sempre, a Grande Música tem sido um importante ativador da chama
do despertar no contexto da Escola. Exercer o papel de Maestro Regente
de Orquestra Sinfônica certamente nunca esteve entre as intenções de
Naranjo. Entretanto, como Mestre de conhecimentos transformadores tem
sabido exercer a regência de uma grande e viva orquestra de almas. Nela
cada participante toca o instrumento individual de sua história de
vida, em sintonia direta com o Mestre, recebendo dele uma pluralidade
de estímulos adequados ao ritmo e à cadência pessoal, produzindo ampla
harmonia coletiva. A igualdade no trato respeitoso ao foro íntimo do
discípulo preserva a sagrada liberdade deste de compor sua própria
melodia. Assim, "caminhando e cantando", às vezes "chorando e as dores
purgando", ouvem-se e cantam-se "Cantos do Despertar". A fraternidade
solidária permeia todas as vivências, resultando em fortes laços de
amizade forjados na transparência substituidora da resistência
defensiva. A amizade filtrada em linha vertical e lastrada na
horizontal nutre a convivência de "tribos" de amigos convalescentes,
iniciados na arte shamânica de um mesmo pagé. Para muitos, Cláudio não
é só um Mestre. É também o melhor amigo. Conseqüência certa da arte
ensinada por ele é a transformação. Esta não se opera de forma súbita
nem quase nunca espetacular. Também não se soma em doses homeopáticas.
Ao longo do caminho, num dado momento, percebe-se que já ocorreu. Ou
continua ocorrendo, atingindo patamares irreversíveis. Momentos de
expansão da consciência acabam virando consciência expandida. Uma nova
Presença passa a ser reconhecida, mesmo quando as circunstâncias
externas pareçam que não mudaram.
Numa primeira fase todo o esforço esteve dirigido a formar terapeutas.
Muitos enriqueceriam sua prática profissional, dando-lhe um sentido
mais abrangente, incluindo nela técnicas, posicionamento e
questionamentos novos. Outros, mesmo não sendo profissionais,
ampliariam seu círculo de influência irradiando energia curadora no
entorno familiar, profissional e social de seus relacionamentos.
Pedrinhas lançadas em águas paradas criam ondas que se espalham em
círculos que percorrem grande extensão. Nestes aspectos há anos que a
Escola vem deixando sua marca. No campo da gestalt-terapia a influência
de Naranjo remonta aos anos 60/70 do século passado, com Perls em
Esalen e logo depois dele. A gestalt-terapia praticada por Naranjo
sempre foi abrangente e sem fronteiras, impregnada de aspectos
transpessoais fortes, com claros propósitos shamanicos. Assim também
tem sido todo seu trabalho à luz do Eneagrama, desde que recebeu de
Ichazo, em Arica, no princípio dos anos 70, os ingredientes básicos e
os fundamentos teóricos do Eneagrama que lhe permitiram desenvolver o
mapa da Psicologia dos Eneatipos, enriquecido ao longo de sua fértil
experiência clínica como psiquiatra, gestaltista, terapeuta
transpessoal, pesquisador, professor de meditação e finalmente Mestre
em espiritualidade.
Numa segunda fase, que começou a consolidar-se em anos mais recentes,
Naranjo tem focado sua energia para influenciar educadores, e através
destes poder exercer um impacto transformador de proporções coletivas
que possa mudar a qualidade do produto a ser oferecido pelo sistema
educacional, acabando por mudar o próprio sistema. Esta é a vertente do
Sat-Educ que está emergindo com força recentemente.
Um terceiro aspecto com o qual Naranjo marcou sua Escola tem a ver com
a trajetória de sua própria busca espiritual. Nascido na Tradição
judaica dentro de um país católico, receberia desde cedo influências
significativas da cultura judaico/cristã em que se educou. Totila
Albert, Mestre de Artes e de Consciência Superior, seria o primeiro
grande marco, ainda hoje reverenciado, que fertilizou sua adolescência.
Em seguida a influência permanente, embora indireta, de Gurdjieff.
Certamente que ao longo de todo o Caminho outras marcas importantes
terão ocorrido, dado o caráter insaciável da busca pluralista que o
levou ao contato com inúmeros mestres dos mais diferentes níveis e
Tradições. Mas, o próximo marco de especial relevância vem do Sufismo,
por dupla entrada, embora ambas, como Gurdjieff, também Naquishbandi.
Uma porta foi aberta por Idries Sha, e a outra por Oscar Ichazo. Qual
deles, ou qual de todos, terá tido importância mais decisiva saberemos
um dia, quando sua autobiografia for divulgada. Na parte final da
estrada quem preponderou foi Tarthang Tulku, o Rimpoche Tibetano,
sediado no Ningma-pa Institute de Berkley.
O Trabalho sintetizado na Escola Sat tem a benção e traz a marca de
todos eles. O próprio termo SAT-Seekrs After Truth, faz mais de uma
alusão implícita às origens históricas da Escola. Buscadores da
Verdade, é uma referência mais do que explícita à conhecida ordem Sufi.
Focalizando por outra ótica, as três letras da sigla fazem claro
sentido no contexto da gestalt-terapia: Space, Awarness and Time. E
provavelmente esta alusão tenha algo que ver com a bastante conhecida
consigna da Tradição Sufi ao postular que um verdadeiro evento só
ocorre quando suas circunstâncias reúnam a presença simultânea de três
elementos: tempo, lugar, pessoas. Ou, dito de outra maneira, "que a
pessoas certas estejam no lugar certo, no tempo certo". Mais ainda, a
raiz sânscrita da palavra Sat, que significa Ser, ou existência
absoluta, faz referência a conteúdos Tradicionais, do Sufismo e do
Budismo, além dos Vedas e do Hinduismo. Não será difícil, finalmente,
compreender porque Gualtama Buda e Padmashambava tenham tronos de
destaque no contexto dos ensinamentos. Além de Maomé e, naturalmente,
de Jesus Cristo.
Em 2001 Naranjo começou a delegar a direção dos Sats iniciais, com
supervisão à distância. Suzana Stroke e Alaor Passos foram autorizados
a dirigir eventos, liderando equipe brasileira já especializada. São
duas as versões vigentes para o Sat1, sempre combinado com temas do
Eneagrama, com ênfase no diagnóstico e na história infantil da formação
do ego. Uma versão mais catártica (tradicional), é mais adequada a
pessoas com pouco trabalho sobre si mesmas. A outra (especialmente
desenhada por Suzy) dá menos ênfase à catarses, e visa mais o aspecto
compreensional. Nos dois casos, o assunto de fundo é o relacionamento
infantil com figuras parentais da infância, com expressão da raiva e do
ressentimento antes chegar ao fortalecimento do amor, passando pela
fase do perdão e da compreensão compassiva. Mais recentemente também o
Sat2 foi delegado a Alaor. Quanto ao Sat3, sua delegação num futuro
próximo estará liberando Cláudio para dedicar-se a terminar seus
livros, sistematizando o corpo teórico dos ensinamentos que ele
continuará impartindo diretamente só em níveis mais avançados e
individualizados.
Juntamente com a delegação paulatina dos Sat´s iniciais e com a
crescente implantação do Sat-Educ, a Escola continua a expandir-se com
a abertura de nova frente. Estão sendo criadas condições para a
formação estruturada de um considerável grupo de profissionais aptos a
serem envolvidos em diferentes atividades da Escola. Uma primeira
exposição desta intenção está delineada nas páginas seguintes, que
serão complementadas com a divulgação, em breve, da programação para
2005, tanto dos eventos Sat como dos módulos a serem oferecidos pelo
projeto de formação.
Alaor Passos
SAT en España.
SAT comenzó en España en 1987. Desde 1982 Claudio Naranjo estuvo
viniendo periódicamente a trabajar con el grupo que se aglutinó en
torno a él y que podríamos denominar sus primeros discípulos españoles:
Gabriel Aboud, Juanjo Albert, Antonio Asín, Annie Chevreux, Francis
Elizalde, Carmenchu Janín, Ada López, Ignacio Martín, Paco Peñarrubia,
Elena Revenga y otros.
Este núcleo, articulado en torno a Bilbao, Madrid y Alicante sostuvo
las primeras actividades de Claudio, su síntesis de psicoterapia
occidental y tradiciones espirituales orientales, el método
Fisher-Hoffmann y la presentación del Eneagrama (1985).
A través de estos trabajos conocimos a algunos de los discípulos
mejicanos de Claudio: Guillermo Borja, Cherif Chalakani, Ilse Kretzmer,
que ya en su momento habían intentado poner en pie la Escuela de SAT en
México, revitalizando el Instituto que había florecido en California en
los años 70.
Decidimos unir fuerzas y recrear el formato SAT que Claudio quería
retomar tras el paréntesis de esos años y que nosotros ansiábamos como
forma privilegiada y preferente de recibir sus enseñanzas.
Ignacio Martín Poyo se responsabilizó del espacio: un terreno en
Almería, bautizado como Reino de Babia, que con su esfuerzo y
sacrificio acabó siendo un oasis en el desierto. Antonio Asín y
Guillermo Borja se ocuparon de los aspectos organizativos, y los
asistentes, en torno a 50, provenían básicamente de los I.P.E.T.G. de
Bilbao y Alicante, y de C.I.P.A.R.H. de Madrid.
Aquel primer SAT, concebido como una comunidad de trabajo
psicoespiritual tuvo un ciclo de cuatro años. Trabajábamos un mes
completo (el de agosto) y acabamos con un retiro en 1990.
Tras este primer formato, Claudio concentró el trabajo en ciclos más
cortos, de forma que cada verano pudieran trabajar sucesivamente
diversos niveles (SAT I, II, III, Retiros, Reuniones de Ex-alumnos...)
como sigue siendo en la actualidad.
Desde el comienzo, los equipos de Claudio fueron multidisciplinares e
internacionales, combinando profesionales de España, México, Brasil,
Italia, EU., etc.
Tras los años de Babia (1987-91) SAT se hizo itinerante: Riaza
(Segovia) en 1992, organizado por Juanjo Albert y Elena Revenga;
Castellterçol (Barcelona) en 1993, organizado por Paco Peñarrubia y
Annie Chevreux.
SAT para la educación.
En Chile, organizado por Marta Huete. Patrocinado por el Ministerio de
Educación. Participan docentes de la educación superior, estudiantes de
psicología y pedagogía y de otras profesiones.
SAT I. Enero 2001 en Melipilla.
SAT II, Enero 2002 en el Centro de perfeccionamiento, Experimentación e
investigación pedagógica del Ministerio de Educación (Santiago de
Chile, Comuna de Lo Barnachea.
En Méjico, Universidad de Sonora en Marzo del 2001 dirigido a los educadores universitarios.
NOTA. En Agosto del 2000 se configura un equipo inicial para llevar el
SAT a los educadores. En agosto del 2001 se concreta ese equipo con
compromisos de confeccionar los elementos de difusión y hacer los
primeros contactos con instituciones.
También se inicia el proceso de constitución de una Asociación. Se define el proyecto con el nombre de SATeduc.
El creador del programa SAT: Claudio Naranjo.
Curriculum breve.
Claudio Naranjo nació en Valparaíso (Chile) el 24 de Noviembre de 1932.
Realizó estudios de Medicina, Música y Filosofía en Chile, donde fue
residente de la Clínica Psiquiátrica, supervisado por Matte-Blanco. Fue
profesor de Psicología del Arte y de Psiquiatría Social, y ejerció como
director del Centro de Estudios de Antropología Médica.
Ya en Estados Unidos fue uno de los integrantes del Instituto Esalen en
sus comienzos, donde llegó a ser uno de los tres sucesores de Fritz
Perls. Se le considera uno de los pioneros de la Psicología
Transpersonal y un integrador entre psicoterapia y espiritualidad. Su
peregrinaje vital le llevó a recibir enseñanzas de diversos maestros
como Swami Muktananda, Idries Shah, Oscar Ichazo, Suleyman Dede, S.S.
el Karmapa XVI y, más decisivamente de Tarthang Tulku Rinpoché.
Asimismo fue investigador adjunto del Instituto de Evaluación e
Investigación de la Personalidad en la Universidad de Berkeley, y
asociado de Raymond Cattell en el Instituto para la Evaluación de la
Personalidad y Habilidades. Enseñó Religión Comparada en el Instituto
de Estudios Asiáticos de California, Psicología Humanista en la
Universidad de California en Santa Cruz, y Meditación en el Instituto
Nyngma de Berkeley.
El Dr. Naranjo es presidente honorario de dos Institutos Gestalt,
miembro del Instituto de Investigación Cultural de Londres y de la
Asociación Club de Roma en los Estados Unidos. Se le considera uno de
los pioneros del movimiento para el potencial humano y un maestro
integrador de los conocimientos provenientes de la sabiduría
tradicional y el conocimiento científico acerca del ser humano.
Actualmente se dedica a la educación integradora y transpersonal de
psicoterapeutas y educadores en diversos países europeos y
sudamericanos, a través del Programa SAT. |