COM CIÊNCIA:
Um espaço para o encontro com seu eu verdadeiro.



Introducción 

El programa SAT abarca tres componentes (no estrictamente separables): El autoconocimiento, la reparación de las relaciones interpersonales y el cultivo espiritual. Se ofrece este programa a los educadores como una manera de llenar deficiencias de la educación tradicional, tanto en lo que toca a los aspectos espirituales o transpersonales, como en lo referente al aspecto psicoético ( del conocimiento de sí mismo y la reeducación emocional)

Explicación del proyecto

Puede describirse el programa SAT como un currículum holístico por cuanto atiende a lo corporal, a lo afectivo y a lo espiritual. Y todo esto en un significativo horizonte teórico relevante a estos experiencialismos.

Entre lo que dicen las personas que han atravesado el proceso se habla a menudo de ser uno mismo, ser más verdadero, estar más en paz con la propia vida, conocerse mejor, salir con una mayor capacidad amorosa, atreverse más a vivir, haberse liberado de la esclavitud de la propia imagen.

El propósito explícito con que se formula este trabajo ( "de formación personal y profesional") es el de llegar a conocer profundamente la propia personalidad para poder liberarse de ella en mayor o menor medida. Consecuentemente, se ha descrito el programa SAT como "Una máquina de moler egos". Naturalmente la molienda de "egos" no es sino la fase analítica que precede a una de síntesis, a una gradual muerte que se acompaña con un gradual renacer. El objetivo principal del proceso SAT es entender esa transformación que es la esencia del desarrollo humano y que involucra tanto una muerte del ego como un renacimiento espiritual. 


Historia del SAT 

Historia general.

El programa SAT se originó en un trabajo improvisado que realizó el doctor Claudio Naranjo en Berkeley, a comienzos de la década de los años 70, con diversos grupos de buscadores californianos. Después de una larga interrupción, renació el proceso SAT en España como un programa de verano en tres módulos sucesivos de un mes cada uno, bajo auspicios del instinto de formación de futuros terapeutas, en una finca llamada Babia en el desierto cercano de Mojácar (Almería).

Posteriormente los programas SAT se han realizado en diversos países europeos y americanos y se han ido desarrollando paulatinamente y tornándose más populares no sólo entre terapeutas, sino también entre educadores y no profesionales en la búsqueda de su evolución interior personal.

Desde su origen los programas SAT continúan estando bajo la dirección del doctor Claudio Naranjo, pero incluyen la colaboración de un rico elenco de exdiscípulos y colaboradores, que incluyen muchos de los profesionales más distinguidos del mundo internacional de la psicoterapia. 


Vinte Anos de Escola SAT
Gestação, nascimento, objetivos, evolução e atuação no Brasil.

Alaor Passos

Há menos de uma semana Cláudio Naranjo retornou a Califórnia. De lá empreenderá sua peregrinação anual pelos eventos Sat da Europa. Sua permanência de um mês no Brasil, durante a 10ª temporada anual consecutiva dos eventos Sat de Brasília foi muito exitosa, tal como nos anos anteriores. O vácuo de sua suave ausência já antecipa saudades da próxima temporada de 2005. Antes de programá-la em detalhes, segundo diretrizes deixadas por ele, sinto-me inclinado a fazer uma avaliação histórica da evolução ocorrida durante os 20 anos de atividades no Brasil, desde a semente plantada na visita inicial de 1984, até a maturidade da safra que tem sido colhida nos anos mais recentes, fruto da fértil germinação em Brasília.

Este foi o 11º ano das atividades centradas em Brasília. Em 1994 foi o início, constante de uma experiência intensiva com o Eneagrama II de então (Virtudes e Subtipos). Três dias internos no Instituto Israel Pinheiro, com um grupo pouco superior a 50 pessoas oriundas do Eneagrama I que eu começara a introduzir em Brasília pouco tempo antes. Também houve uma Conferência no Hotel San Marcos para um público mais amplo. E foi só. Mas estava plantada a semente. E bem plantada.

No ano seguinte (1995) tivemos o primeiro Sat, lá no mosteiro das freiras salesianas, da Asa Norte. Foram 90 pessoas vindas de muitas partes do Brasil, onde eu já ensinava Eneagrama I e Eneagrama II, havia mais tempo. Cláudio improvisava os estímulos do Trabalho segundo a resposta vinda do grupo. A equipe era ainda pequena. Apenas Suzy, Betina e Alaor. Sete dias intensivos, e inesquecíveis. Também houve uma Conferência pública no auditório do Senado Federal, precedida do Hino Nacional, da qual Cláudio jamais se esqueceu. Fez ali a primeira "provocação" introdutória ao tema da necessidade da mudança educacional, que viria a ser sistematicamente desenvolvido nos anos seguintes até chegar a ser proposto na UnB como "Uma Nova Educação Verdadeira para o Século XXI". Aí estava o parâmetro da proposta de educação humanista, integral, criativa, revolucionária e libertadora, veiculada hoje na vertente especializada do Sat-Educ.

De 1996 em diante as Conferências anuais foram dadas só na UnB, com mais duas exceções: Católica e CEUB. Constaram de variações sobre dois temas principais que Cláudio deu atenção nos últimos dez anos.
De um lado, o resgate do herói ao longo da viagem interior, salientando as peripécias e escaramuças das sucessivas batalhas da Guerra Santa Interna deflagrada contra o ego. O farol de referência esteve aceso em muitos pontos. Desde as alegorias, observações pontuadas, análises e interpretações de Escrituras Sagradas transculturais até a decifração de mensagens contidas nas Epopéias e outras obras ímpares da literatura clássica. Passando pela compreensão eneagrâmica da vida de alguns santos e músicos proeminentes do ocidente, cuja trajetória biográfica, ou obra musical, podem nutrir os propósitos do neoshamanismo apropriado aos tempos de hoje. Três ingredientes, pelo menos, estão definitivamente interligados nisso, que são: o shamanismo, a espiritualidade e a transformação. Podemos entender que o primeiro caracteriza o estilo da práxis mais eficiente ao alcance dos que fomos contaminados pelo propósito de "aprender a estar no mundo sem ser do mundo", começando no nível básico de "aprender a aprender". E a espiritualidade é, ao mesmo tempo, a meta e a força energética que nos orienta. Quanto à transformação, é a premissa "sine qua non". Ou seja, é o meio necessário para viabilizar a práxis e cultivar a espiritualidade.

De outro lado, o segundo tema das Conferências focaliza a educação, dando sustentação paralela aos três ingredientes mencionados. Naranjo entende que nenhuma transformação coletiva verdadeiramente significativa poderá ocorrer sem a força de uma alternativa contestadora dos valores encrustados na estrutura educacional vigente. Embora o Escola Sat lide com questões e propostas também contidas em outras Escolas mais antigas, sobretudo nas do Quarto Caminho, ela é sui generis em seus equacionamentos. Está inserida na atualidade de um mundo em aguda crise de valores, que agoniza em notória ausência de rumos. Emergiu nesta fase, e tem que lidar com a problemática desta fase. Busca respostas para inquietudes humanas de sempre, agravadas agora por marcas da atualidade. O papel da Educação ganha especial relevância nesta perspectiva. Precisa ser transformadora do indivíduo, ajudando-o a transformar o entorno onde vive. E não o contrário, como tem sido: orientada a transformar o mundo externo e a amoldar o indivíduo para ser vítima passiva da dinâmica da transformação operada em seu entorno, sem poder ter o domínio consciente da situação. Muitas vezes privado de qualquer opção, a não ser, talvez, a do protesto mudo do fracasso, ou da insatisfação generalizada com a artificialidade vazia do jeito "civilizado" de viver. Mais do que prover uma capacitação inicial aprimorável através de reciclagens sucessivas, e imprescindíveis para que se acompanhe o ritmo da evolução externa, a educação deveria prover estímulos para cultivar o potencial humano dos jeitos de viver com sentido consciente e plenitude interna. A reeducação permanente, através do cultivo do autoconhecimento, inesgotável e transformador, passaria a ter relevância destacada.

Minha própria visão macro-sociológica da conjuntura mundial que está delineada nesses tempos de transição de século e de milênio é um tanto nihilista. Fatores destrutivos de difícil reversibilidade parecem estar armados numa espécie de bomba de tempo de detonação inevitável. São poucas as perspectivas de mudança para melhor nos rumos da História da raça humana neste planeta que ainda incentivam sonhos de esperança. A inovadora proposta educacional de Naranjo visando uma verdadeira transformação é uma esperança alentadora que emerge num contexto sombrio. Em conseguindo sensibilizar setores educacionais estratégicos, poderá vir a ter êxito na reversão de fatores estruturais arcaicos que estão impedindo vislumbrar novos rumos para o caminhar da humanidade. Só uma nova educação poderá conter a baliza sinalizadora de rumos novos. Estes deverão privilegiar a aceleração do desenvolvimento da consciência coletiva. Tal como o salto tecnológico de aceleração contínua que tem ocorrido em décadas recentes, parece imprescindível que também ocorra um salto global da consciência nesta etapa pós-industrial da evolução humana. A harmonia do ritmo inovatório equiparando a velocidade da evolução de ambos aspectos - Tecnologia e Consciência - poderá neutralizar a inércia humanicida dos tempos atuais, possibilitando o cultivo de um sistema de valores que coloque a conquista tecnológica a serviço do desenvolvimento completo do potencial humano, de cada indivíduo e da coletividade. Isto daria um sentido mais abrangente à experiência humana de existir para viver, com verdadeira liberdade, igualdade e fraternidade. Ficaria para traz a fase frenética de viver para fazer, engendradora do paradoxo de perecer fazendo por não ter jeito de parar de fazer. Os próximos parágrafos resumem minha compreensão pessoal da paradoxal situação que criamos ao entrar na corrida louca que parece levar a lugar nenhum.

O sistema educacional é hoje apenas um arcabouço vazio, impessoal e desumanizado. Não pode cumprir mais do que a função de dar sustentação ao "complexo industrial militar" globalizado que orbita automaticamente ao redor do núcleo hegemônico de poder, aflorado desde o século passado e consolidado com o término da Guerra Fria. O poder autolegitimado de alcance global que emana do núcleo continua, entretanto, inspirado na mesma arrogância humanicida. Derrotou-se o inimigo visível, o bode espiatório originador da corrida armamentista. Mas a Guerra continuou. Passou de fria a quente, borbulhando por todas partes, e lubrificando-se em abundante sangue globalizado. Virou guerra de conquista, com explícita legitimação da força. Poder econômico, poder militar e poder tecnológico se uniram para consolidar o poder político e expandir o domínio cultural.

Nenhum valor emergiu neste contexto que pudesse nutrir esperanças de abrir-se uma nova fase da História, com uma Civilização que pudesse entrar em fase avançada de humanismo pluralista e solidário. Pelo contrário, parece estar aumentando o distanciamento de muitos segmentos, que agravam a esquizofrenia institucional característica de nossos tempos. Por um lado, continua aumentando a distância entre ricos e pobres. Concentra-se a riqueza e o poder de poucos, e aumenta-se a pobreza, a miséria e a irrelevância de quase todos. Isto é visível entre os países, e também dentro de cada país. Até mesmo entre regiões, internacionais e/ou nacionais, ou dentro das grandes cidades emergentes. Uniram-se megalópolis com a cabeça presa ao centro sofisticado das decisões mundiais. Megalópolis que mais parecem monstros com um corpo enorme dilacerado em periferias geradoras da violência diária, crescente e visível, que acoberta a violência maior implícita no jeito desumano imposto ao viver coletivo.
Por outro lado, agrava-se a esquizofrenia entre Civilização e Tecnologia. Como se a Humanidade tivesse alcançado uma fase de altíssima Tecnologia sem ter passado pela Civilização. O desenvolvimento tecnológico adquiriu impulso próprio, e cresce autonomamente sem estar sintonizado a valores essencialmente enriquecedores da Civilização, entendida esta como capaz de propiciar a seus membros satisfação muito maior e mais abrangente do que o excesso de consumismo de bens materiais embrulhados em sedutora comodidade tecnológica. Outros excessos acompanham o excesso de consumo, dentre eles o excesso de desperdício, de ostentação, de desejos, de competição, de individualismo, de egocentrismo e de miséria, dentre outros. Talvez possam ser sistematizados numa nova Hidra de nove cabeças: os eneatipos dos excessos da Tecnologia sem Civilização. Alguém talvez se interesse em desenvolver esta idéia. O fato é que Civilização deveria propiciar meios para uma qualidade de vida superior. E esta, verdadeiramente, deveria conter algo mais, e diferente, do que apenas a maximização das comodidades tecnológicas. Sobretudo quando já sabemos que a corrida cega nessa direção engendra paradoxos que anulam, ou neutralizam suas benesses.

No momento, carece voltar-se ao exame do surto da esquizofrenia tecnológica que fez adoecer o reino da Civilização, dando lugar ao aparecimento da tirania do Rei Teknós. Este, no delírio de grandiosidade de seu poder inconsciente, e inconseqüente, só se dedica a fazer crescer seu domínio. Nele a tecnologia cresce porque tem que crescer, e não cresce para acrescer felicidade ao modo humano de viver. O apogeu do reinado de Teknós não coincide com o "fim da História" como chegou-se a pensar que atingiríamos no passado recente. O que de fato tem ocorrido é o recrudecimento da tirania de Teknós, que vai fortalecendo seus tentáculos em todos os níveis, em todos os aspectos e em todas as partes. Mesmo criando paradoxos que pareçam insustentáveis, dos quais temos experiências diárias, por exemplo, no transporte urbano, onde quanto maior for o número de carros para as pessoas correrem, maior a tortura de ter que ficar impotentemente paradas no trânsito.

Assim também em outros aspectos. Na educação não é diferente. Quanto mais se tecniciza visando produzir inovação tecnológica, mais se afasta do conteúdo humanizante. Quanto maior a oferta global especializada de "seres educados" - leia-se "tecnicamente qualificados" - menor a possibilidade real de experienciar a simplicidade da vida na plenitude de "seres humanos". O indivíduo que integra a massa do produto final "educado" pouco tempo tem para si mesmo, e para as circunstâncias inerentes à própria vida. Demasiada energia precisa ser colocada em manter a brecha aberta pelo título que certifica a qualificação especializada. Tem-se que cuidar permanentemente dos ingredientes cosméticos necessários para individualizar o estilo pessoal de sobrevivência na multidão uniforme e unirrítmica.

O sistema educacional padece dos mesmos vícios paradoxais do sistema global. Foi gerado por este, e ao mesmo tempo produz o necessário para perpetuar a engrenagem deste. Em síntese, propõe-se a adaptar o indivíduo para viver inadaptado. Adaptado à forma, e desadaptado no conteúdo. Ilustrado por fora, mas escurecido por dentro. Cadenciado com o ritmo da corrida coletiva, mas descadenciado no próprio biorritmo. Reduzido a aparência de um gato mais dentre a multidão de gatos que correm simultânea e freneticamente em círculos tentando agarrar o próprio rabo. A meta educacional que acena conduzir à Universidade acaba culminando numa insossa Unimonocidade para a produção em série das peças necessárias a perpetuação do moto contínuo, com seus indefectíveis paradoxos. Reduziu-se a educação à sua função profissionalizante pela via só informativa, que produz profissionais cada vez mais desnecessários e improváveis de serem absorvidos no seleto círculo de sofisticação tecnológica. Desnecessários ou obsoletos, pois enquanto que o estilo educacional impartido continua abusando da capacidade mental do indivíduo para armazenar informações, estas são cada vez mais guardadas supra individualmente, disponíveis ao alcance coletivo, no cérebro global da internet. Cresce portanto o subemprego disfarçado, que embora possa ser sofisticado, é humanamente desmotivante, com um número crescente de indivíduos altamente competitivos, preparados para competir onde poucos serão necessários. A maioria só competirá consigo mesma, correndo atrás do tempo para ganhar tempo para correr. Consegue sobreviver, com pouca chance de simplesmente viver. Educados para empenhar o tempo para "ganhar a vida", acabam perdendo à vida empenhados em ganhar tempo de prepararem-se para viver.

Quantas gerações mais aceitarão esta fórmula onde a felicidade é apenas uma miragem sempre escondida atrás de novas dunas, só atravessáveis pela competição permanente, com outros e consigo mesmo? A Revolução Universitária de 1968 trincou o casarão envelhecido, mas não conseguiu derrubar a estrutura institucionalizada. Mas foi um alerta, com epicentro nas principais instituições acadêmicas mundiais que logo tomou a forma de contestação generalizada que alvejava as distorções mais salientes em todas as partes. No Brasil o petardo mais forte foi contra a ditadura militar, gravemente atingida, por exemplo, na poesia cantada de Geraldo Vandré: "...nos quartéis lhes ensinam uma antiga canção, morrer pela pátria e viver sem razão". A ditadura local acabaria 15 anos depois, mas a tirania do "complexo industrial militar" aumentou. O "non sense" paradoxal permanece generalizado.

Em 1789 caiu a Bastilha. Com ela caiu a tirania dos reis absolutistas. O período Republicano que instalou-se no mundo a partir de então coincide com a fase frenética vivida pela humanidade. Iniciou-se a corrida para a inovação tecnológica, em ritmo cada vez mais crescente. Com exceção do fogo, da pólvora e da roda, todas as outras invenções tecnológicas, grandes ou pequenas, deram se ao longo dos últimos 200 anos. No plano político a República veio acompanhada da instalação da "democracia representativa" como forma de governo. Alguns lugares mantiveram a realeza para assegurar maior estabilidade política. Criou-se a engenhosa fórmula de "o rei reina, mas não governa". Mas há tempos que tem estado evidente que esta fórmula é também válida para o sistema republicano. Nele "os governantes representam, mas não governam".

Quem de fato governa é a inércia estrutural do sistema. Seja na realeza decorativa, seja na democracia representativa, ou mesmo nos governos autocráticos, no mundo moderno globalizado quem detém o poder de fato são governantes invisíveis e impessoais, travestidos de variadas formas de aparente legitimação. Os governantes "representativos" revezam-se em turnos sucessivos,, sem poder de questionar o poder estrutural subjacente ao exercício do plantão decorativo de cada momento conjuntural. Assim, o exercício do poder visível fica reduzido aos boletins, ou "pacotes administrativos" que ordenam para cumprir ordens superiores. Estas vêm de diferentes tronos ou gabinetes. Às vezes quem manda é o "Rei Mercado". Outras é o "Gabinete Cambial". Outras é o "Departamento de Juros e Investimentos", inclusive para fins bélicos.Outras ainda vêm da "Divisão de Recursos Humanos" necessários para maximizar a performance, mesmo quando minimizem a humanização dos recursos. De todas maneiras, tudo está centralizado num único Ministério verdadeiramente soberano, que é o da Tecnologia. Comandado pela férrea vontade do Rei Teknós, que também exerce as funções de Primeiro Ministro, todos os demais ministérios só funcionam em sintonia com ele. O da Educação, por exemplo, distribui as verbas possíveis, ou necessárias, para robotizar o ensinamento profissionalizante e perpetuar o aprendizado informativo e descritivo. O da Cultura presta cultos ao homocentrismo egóico da raça. O da Inteligência reúne peritos em recolher informações úteis para destruir o vizinho, ou eficientes para defender-se da destruição que virá deste. E assim por diante.
Em 1989 exatamente 200 anos depois da caída da Bastilha, caiu o muro de Berlim. No primeiro caso, a tirania absolutista foi substituída pela democracia representativa. No segundo caso, o término da disputa da Guerra Fria deu lugar a centralização hegemônica do "American Way of Life", que em nome da "liberdade duradoura" passou a ser imposto pela força, às custas da liberdade de autodeterminação de outros povos e outras culturas. Sobretudo aqueles ainda não suficientemente alinhados que representassem algum grau de ameaça, atual ou futura, aos interesses hegemônicos.
Se os próceres da Revolução Francesa pudessem opinar hoje, como avaliariam o grau atingido pela humanidade quanto a seus ideais de "liberdade, igualdade e fraternidade?" A estátua da Liberdade continua mantendo seu papel decorativo como símbolo nacional. Talvez seja mais prático que decorativo, se levarmos em conta sua utilidade econômica para incentivar o turismo. Mas quanto contém, realmente, de simbolismo libertário? E a igualdade, que terá acontecido com ela? A de oportunidades continua não existindo. Pelo contrário, vai desaparecendo de vista na mesma medida em que a dinâmica esquizofrênica do sistema distância seus segmentos. A igualdade racial também jamais existiu. E o sonho de igualdade sócio-econômica ruiu quando a União Soviética despertou do pesadelo bolchevique. E quanto à fraternidade, quando será que a diplomacia do canhão dará chance a ela? Ou que a competitividade intríseca do sistema que reduz cada homem à condição de "lobo de outro homem" dará lugar ao florescimento de um convívio verdadeiramente fraterno, amoroso e solidário entre os homens?

Permanece comigo a esperança, nutrida ao longo da experiência vivida nos sucessivos eventos Sat, de que a visão educacional de Naranjo, que está tomando forma na proposta do Sat-Educ, venha inocular o potente vírus do Amor num número suficiente de pessoas dispostas a alistarem-se como combatentes da Guerra Santa Interna, dando combate ao ego e transformando o sistema educacional para transformar o mundo, mediante prévia transformação de si mesmos.

Volto à trajetória de Naranjo no Brasil para salientar alguns marcos da evolução da Escola Sat. Os eventos, que desde 1996, o Instituto Eneasat organizou em Brasília, foram sempre realizados no CNTI. Em temporadas anuais crescentes em duração, à medida que se incluíram mais eventos sucessivos. Começou com uma semana, até que atingiu marca somatória superior a um mês, sempre no período de abril até meados de junho. Isto já por 10 anos consecutivos.

Mas, paralelamente, sempre houve atividades também em Belo Horizonte, onde, aliás, tudo começou. Foi o Centro Cultural de Pesquisas e Desenvolvimento Humano, criado e então dirigido por Suzy e Alaor que em 1984 trouxe Naranjo ao Brasil pela primeira vez. Ron Kane, amigo comum dos três, psicólogo da Califórnia, que já havia estado em Belo Horizonte a convite do mesmo Centro Cultural, foi quem fez a sugestão e a mediação inicial. Naquela oportunidade Naranjo apenas fez uma Conferência Musical e teve breve contato informal com muitas pessoas que freqüentavam regularmente o Centro Cultural. Foi o suficiente para interessar a vários que viajassem até o Rio de Janeiro para participar de uma tarde de workshop que seria realizado lá. Naranjo propôs certas vivências gestalticas, incentivando principalmente o contato com o presente e convidando explicitamente para uma revisita aos "sonhos da adolescência" vistos desde a perspectiva adulta. No final fez alguma menção ao Eneagrama e discorreu brevemente sobre cada uma das nove paixões. Além de fazer algumas observações sobre o papel da Terapia na vida das pessoas, uma espécie de supervisão orientadora aos terapeutas presentes, quase todos oriundos do Processo Hoffman. Só voltou quase 3 anos depois, no princípio de 1987, desta vez para uma semana intensiva no Centro Cultural onde destinou 52 horas de trabalho vivencial/didático a um grupo de 30 pessoas que se interessaram no estudo dos eneatipos.

Dessa vez o jornal "Estado de Minas" noticiou que Naranjo viera "entregar o segredo" do autoconhecimento. Provavelmente o jornalista que então destacou a notícia a partir de entrevista com Alaor Passos, pensava em alguma fórmula mágica contida em algum tipo de "abra cadabra". O fato é que quase 20 anos se passaram sem que nenhum "segredo espetacular" impedisse o florescimento consistente do Trabalho, à luz do Eneagrama, sintetizado na Escola SAT. Como suas congêneres do Quarto Caminho, esta firmou-se inserida no mundo da realidade, sem pregar espiritualidade piegas nem promover surtos de "esoterismo místico". Usa a Psicologia dos Eneatipos para conduzir à transformação socrática implícita no "conheça-te a ti mesmo". Está impermeabilizada ao modismo dos "cursos de eneagrama" que "sem saber fazer a hora, vêm e vão embora", divulgando "antiga informação" sem propor "novos jeitos de viver com razão". Na categoria destes incluem-se todos os que carecem de legítimo mandato de validação de seus ensinamentos. Sem legítima linhagem não existe verdadeiro ensinamento, mesmo quando a iniciativa venha revestida de invólucros sedutores, tentando justificar-se em propósitos de aparência nobre. A "autocapacitação" ou "autolicenciação" que distingue os chamados "mestres da curiosidade" mal consegue disfarçar a pirataria e o diletantismo inerente aos que se atrevem a aventurar-se em atividades do gênero sem a devida legitimação.

A partir de 1987 Naranjo veio todos os anos ininterruptamente. Nos primeiros 7 anos, até 1993, esteve centrado em Belo Horizonte, dando ênfase ao estudo dos eneatipos, e fazendo Conferências com temas variados. Estendeu-se ocasionalmente a Rio e são Paulo, inclusive com Conferência na Unicamp, e alguns workshops introdutórios ao Eneagrama. Naquela primeira vinda Cláudio se acompanhou de Guilhermo Borja, o psiquiatra mexicano amigo que já era seu discípulo. Antes do primeiro dia de trabalho almoçaram juntos Guilhermo, Alaor e Cláudio, a pretexto da preparação do programa. Enquanto Guilhermo discorria sobre experiências passadas no México, Cláudio apontou para um detalhe de sincronicidade que teria sido insignificante, a não ser pelo simbolismo que só veio a ficar evidente ao longo dos anos seguintes. É que ambos, Cláudio e Alaor, estavam usando relógios igualzinhos em seus pulsos. Eram relógios digitais muito simples, que haviam sido recentemente lançados no mercado, cuja capacidade, além de marcar a precisão das horas, incluía uma calculadora de múltiplas funções. Cláudio apontou para ambos, como se estivesse reconhecendo a metáfora contida naquele acontecimento simultâneo: a constatação de que estávamos bem afinados para acertar os ponteiros e fazer os cálculos das atividades que fossem necessárias para implantar aquele projeto de longo prazo cuja oportunidade estava por concretizar-se. Talvez tenha sido esse o momento em que algum Cartório invisível tenha registrado a Ata de fundação da Escola Sat no Brasil.

Agora, em 2004, viajou até Porto Velho, oferecendo um workshop para mais de 100 pessoas, a maioria composta por discípulos daquela região que anualmente têm vindo a estar com ele nos eventos de Brasília. Também esteve no "Instituto para a Humanização do Homem - Projeto SER", de Divinópolis/MG, oferecendo uma tarde de workshop para quase 200 participantes, incluindo um significativo número de discípulos antigos e novos. Em ambos lugares o tema desenvolvido foi o Amor, em seu aspecto trinário, conforme consta em seu livro de recente tradução no Brasil: "O Eneagrama da Sociedade - Males do Mundo Males da Alma".

De 1994 em diante o eixo foi transferido para Brasília, compartilhado com Belo Horizonte. Apenas em 1997 houve uma variação. Naquele ano houve também um Sat Especial em Porto Alegre organizado pela Escola Vale do Ser/Instituto Terceiro Milênio, incluindo alunos já iniciados por Alaor no Eneagrama, juntamente com discípulos mais antigos vindos dos 3 paises do Cone Sul. Em todos os lugares a experiência tem demonstrado que é praticamente impossível passar por um evento Sat impunemente. No mínimo haverá uma contaminação grave por um vírus severo que só é neutralizável com o antídoto do Amor.

Em Belo Horizonte o grupo inicial de 1987, acrescido de novos integrantes, continuou reunindo-se com Naranjo por vários anos sucessivos, mesmo quando Brasília já era o eixo central. Alguns deles sendo integrados à equipe de Cláudio, e outros passaram a freqüentar a nova forma de eventos Sat que foi se estruturando ao longo dos anos. Antes de 1995 ainda não se usava por aqui o nome Sat embora na Europa já ficaria conhecido. Em 1997 houve o primeiro Retiro intensivo de Meditação em BH, e posteriormente houveram mais dois em Brasília.

Pouco a pouco o programa foi se estruturando em eventos específicos, sucessivos e complementares. A equipe foi aumentando, os temas se ampliaram, e o Trabalho foi ganhando profundidade até assentar-se em bases sólidas. A experiência do Brasil, somada inicialmente à da Espanha e Itália, e posteriormente à do Chile, México, Argentina, Uruguay e Austrália, mais alguns frutos recolhidos de atividades variadas em outros países, desembocou no estilo ímpar, inconfundível e potentemente transformador da Escola Sat, conforme ficou conhecida a influência internacional de Cláudio Naranjo.
Muito mais do que um simples nome, mesmo quando se refira a uma síntese de ensinamentos, a Escola Sat expressa um reconhecimento. Este foi dado a Cláudio Naranjo, por um sem número de discípulos, espalhados pelo mundo inteiro, que o têm como Mestre de ensinamentos transformadores, seja no campo humano, terapêutico e/ou espiritual. Os ensinamentos da Escola são impartidos em dois níveis. Um, o mais importante e individualizado, vem pela transmissão direta, que ocorre nos contextos vivenciais da Escola, que são dirigidas pelo próprio Naranjo ou delegados por ele a membros de sua equipe, convidados e previamente formados por ele e autorizados a atuar em situações específicas. Um segundo jeito de impartir ensinamentos é através de palestras, artigos e livros. São mais de 15 os que estão publicados, muitos deles traduzidos em várias línguas. Que seja através de livros, ou pela experiência direta, o fio condutor da energia sutil e amorosa que emana de Naranjo aponta numa só direção: a do autoconhecimento transformador.

Sabemos que o cultivo da música fez parte de suas inquietudes desde os tempos da juventude. Aliás, em seu próprio nome já está contida uma referência um tanto profética a este aspecto, na homenagem explícita que seus pais quiseram prestar a Cláudio Aráu, o compatriota amigo. Desde sempre, a Grande Música tem sido um importante ativador da chama do despertar no contexto da Escola. Exercer o papel de Maestro Regente de Orquestra Sinfônica certamente nunca esteve entre as intenções de Naranjo. Entretanto, como Mestre de conhecimentos transformadores tem sabido exercer a regência de uma grande e viva orquestra de almas. Nela cada participante toca o instrumento individual de sua história de vida, em sintonia direta com o Mestre, recebendo dele uma pluralidade de estímulos adequados ao ritmo e à cadência pessoal, produzindo ampla harmonia coletiva. A igualdade no trato respeitoso ao foro íntimo do discípulo preserva a sagrada liberdade deste de compor sua própria melodia. Assim, "caminhando e cantando", às vezes "chorando e as dores purgando", ouvem-se e cantam-se "Cantos do Despertar". A fraternidade solidária permeia todas as vivências, resultando em fortes laços de amizade forjados na transparência substituidora da resistência defensiva. A amizade filtrada em linha vertical e lastrada na horizontal nutre a convivência de "tribos" de amigos convalescentes, iniciados na arte shamânica de um mesmo pagé. Para muitos, Cláudio não é só um Mestre. É também o melhor amigo. Conseqüência certa da arte ensinada por ele é a transformação. Esta não se opera de forma súbita nem quase nunca espetacular. Também não se soma em doses homeopáticas. Ao longo do caminho, num dado momento, percebe-se que já ocorreu. Ou continua ocorrendo, atingindo patamares irreversíveis. Momentos de expansão da consciência acabam virando consciência expandida. Uma nova Presença passa a ser reconhecida, mesmo quando as circunstâncias externas pareçam que não mudaram.

Numa primeira fase todo o esforço esteve dirigido a formar terapeutas. Muitos enriqueceriam sua prática profissional, dando-lhe um sentido mais abrangente, incluindo nela técnicas, posicionamento e questionamentos novos. Outros, mesmo não sendo profissionais, ampliariam seu círculo de influência irradiando energia curadora no entorno familiar, profissional e social de seus relacionamentos. Pedrinhas lançadas em águas paradas criam ondas que se espalham em círculos que percorrem grande extensão. Nestes aspectos há anos que a Escola vem deixando sua marca. No campo da gestalt-terapia a influência de Naranjo remonta aos anos 60/70 do século passado, com Perls em Esalen e logo depois dele. A gestalt-terapia praticada por Naranjo sempre foi abrangente e sem fronteiras, impregnada de aspectos transpessoais fortes, com claros propósitos shamanicos. Assim também tem sido todo seu trabalho à luz do Eneagrama, desde que recebeu de Ichazo, em Arica, no princípio dos anos 70, os ingredientes básicos e os fundamentos teóricos do Eneagrama que lhe permitiram desenvolver o mapa da Psicologia dos Eneatipos, enriquecido ao longo de sua fértil experiência clínica como psiquiatra, gestaltista, terapeuta transpessoal, pesquisador, professor de meditação e finalmente Mestre em espiritualidade.

Numa segunda fase, que começou a consolidar-se em anos mais recentes, Naranjo tem focado sua energia para influenciar educadores, e através destes poder exercer um impacto transformador de proporções coletivas que possa mudar a qualidade do produto a ser oferecido pelo sistema educacional, acabando por mudar o próprio sistema. Esta é a vertente do Sat-Educ que está emergindo com força recentemente.

Um terceiro aspecto com o qual Naranjo marcou sua Escola tem a ver com a trajetória de sua própria busca espiritual. Nascido na Tradição judaica dentro de um país católico, receberia desde cedo influências significativas da cultura judaico/cristã em que se educou. Totila Albert, Mestre de Artes e de Consciência Superior, seria o primeiro grande marco, ainda hoje reverenciado, que fertilizou sua adolescência. Em seguida a influência permanente, embora indireta, de Gurdjieff. Certamente que ao longo de todo o Caminho outras marcas importantes terão ocorrido, dado o caráter insaciável da busca pluralista que o levou ao contato com inúmeros mestres dos mais diferentes níveis e Tradições. Mas, o próximo marco de especial relevância vem do Sufismo, por dupla entrada, embora ambas, como Gurdjieff, também Naquishbandi. Uma porta foi aberta por Idries Sha, e a outra por Oscar Ichazo. Qual deles, ou qual de todos, terá tido importância mais decisiva saberemos um dia, quando sua autobiografia for divulgada. Na parte final da estrada quem preponderou foi Tarthang Tulku, o Rimpoche Tibetano, sediado no Ningma-pa Institute de Berkley.

O Trabalho sintetizado na Escola Sat tem a benção e traz a marca de todos eles. O próprio termo SAT-Seekrs After Truth, faz mais de uma alusão implícita às origens históricas da Escola. Buscadores da Verdade, é uma referência mais do que explícita à conhecida ordem Sufi. Focalizando por outra ótica, as três letras da sigla fazem claro sentido no contexto da gestalt-terapia: Space, Awarness and Time. E provavelmente esta alusão tenha algo que ver com a bastante conhecida consigna da Tradição Sufi ao postular que um verdadeiro evento só ocorre quando suas circunstâncias reúnam a presença simultânea de três elementos: tempo, lugar, pessoas. Ou, dito de outra maneira, "que a pessoas certas estejam no lugar certo, no tempo certo". Mais ainda, a raiz sânscrita da palavra Sat, que significa Ser, ou existência absoluta, faz referência a conteúdos Tradicionais, do Sufismo e do Budismo, além dos Vedas e do Hinduismo. Não será difícil, finalmente, compreender porque Gualtama Buda e Padmashambava tenham tronos de destaque no contexto dos ensinamentos. Além de Maomé e, naturalmente, de Jesus Cristo.

Em 2001 Naranjo começou a delegar a direção dos Sats iniciais, com supervisão à distância. Suzana Stroke e Alaor Passos foram autorizados a dirigir eventos, liderando equipe brasileira já especializada. São duas as versões vigentes para o Sat1, sempre combinado com temas do Eneagrama, com ênfase no diagnóstico e na história infantil da formação do ego. Uma versão mais catártica (tradicional), é mais adequada a pessoas com pouco trabalho sobre si mesmas. A outra (especialmente desenhada por Suzy) dá menos ênfase à catarses, e visa mais o aspecto compreensional. Nos dois casos, o assunto de fundo é o relacionamento infantil com figuras parentais da infância, com expressão da raiva e do ressentimento antes chegar ao fortalecimento do amor, passando pela fase do perdão e da compreensão compassiva. Mais recentemente também o Sat2 foi delegado a Alaor. Quanto ao Sat3, sua delegação num futuro próximo estará liberando Cláudio para dedicar-se a terminar seus livros, sistematizando o corpo teórico dos ensinamentos que ele continuará impartindo diretamente só em níveis mais avançados e individualizados.

Juntamente com a delegação paulatina dos Sat´s iniciais e com a crescente implantação do Sat-Educ, a Escola continua a expandir-se com a abertura de nova frente. Estão sendo criadas condições para a formação estruturada de um considerável grupo de profissionais aptos a serem envolvidos em diferentes atividades da Escola. Uma primeira exposição desta intenção está delineada nas páginas seguintes, que serão complementadas com a divulgação, em breve, da programação para 2005, tanto dos eventos Sat como dos módulos a serem oferecidos pelo projeto de formação.

Alaor Passos


SAT en España. 

SAT comenzó en España en 1987. Desde 1982 Claudio Naranjo estuvo viniendo periódicamente a trabajar con el grupo que se aglutinó en torno a él y que podríamos denominar sus primeros discípulos españoles: Gabriel Aboud, Juanjo Albert, Antonio Asín, Annie Chevreux, Francis Elizalde, Carmenchu Janín, Ada López, Ignacio Martín, Paco Peñarrubia, Elena Revenga y otros.

Este núcleo, articulado en torno a Bilbao, Madrid y Alicante sostuvo las primeras actividades de Claudio, su síntesis de psicoterapia occidental y tradiciones espirituales orientales, el método Fisher-Hoffmann y la presentación del Eneagrama (1985).
A través de estos trabajos conocimos a algunos de los discípulos mejicanos de Claudio: Guillermo Borja, Cherif Chalakani, Ilse Kretzmer, que ya en su momento habían intentado poner en pie la Escuela de SAT en México, revitalizando el Instituto que había florecido en California en los años 70.

Decidimos unir fuerzas y recrear el formato SAT que Claudio quería retomar tras el paréntesis de esos años y que nosotros ansiábamos como forma privilegiada y preferente de recibir sus enseñanzas.

Ignacio Martín Poyo se responsabilizó del espacio: un terreno en Almería, bautizado como Reino de Babia, que con su esfuerzo y sacrificio acabó siendo un oasis en el desierto. Antonio Asín y Guillermo Borja se ocuparon de los aspectos organizativos, y los asistentes, en torno a 50, provenían básicamente de los I.P.E.T.G. de Bilbao y Alicante, y de C.I.P.A.R.H. de Madrid.

Aquel primer SAT, concebido como una comunidad de trabajo psicoespiritual tuvo un ciclo de cuatro años. Trabajábamos un mes completo (el de agosto) y acabamos con un retiro en 1990.

Tras este primer formato, Claudio concentró el trabajo en ciclos más cortos, de forma que cada verano pudieran trabajar sucesivamente diversos niveles (SAT I, II, III, Retiros, Reuniones de Ex-alumnos...) como sigue siendo en la actualidad.

Desde el comienzo, los equipos de Claudio fueron multidisciplinares e internacionales, combinando profesionales de España, México, Brasil, Italia, EU., etc.
Tras los años de Babia (1987-91) SAT se hizo itinerante: Riaza (Segovia) en 1992, organizado por Juanjo Albert y Elena Revenga; Castellterçol (Barcelona) en 1993, organizado por Paco Peñarrubia y Annie Chevreux.


SAT para la educación.

En Chile, organizado por Marta Huete. Patrocinado por el Ministerio de Educación. Participan docentes de la educación superior, estudiantes de psicología y pedagogía y de otras profesiones.

SAT I. Enero 2001 en Melipilla.

SAT II, Enero 2002 en el Centro de perfeccionamiento, Experimentación e investigación pedagógica del Ministerio de Educación (Santiago de Chile, Comuna de Lo Barnachea.

En Méjico, Universidad de Sonora en Marzo del 2001 dirigido a los educadores universitarios. 

NOTA. En Agosto del 2000 se configura un equipo inicial para llevar el SAT a los educadores. En agosto del 2001 se concreta ese equipo con compromisos de confeccionar los elementos de difusión y hacer los primeros contactos con instituciones.
También se inicia el proceso de constitución de una Asociación. Se define el proyecto con el nombre de SATeduc.


El creador del programa SAT: Claudio Naranjo.

Curriculum breve.

Claudio Naranjo nació en Valparaíso (Chile) el 24 de Noviembre de 1932. Realizó estudios de Medicina, Música y Filosofía en Chile, donde fue residente de la Clínica Psiquiátrica, supervisado por Matte-Blanco. Fue profesor de Psicología del Arte y de Psiquiatría Social, y ejerció como director del Centro de Estudios de Antropología Médica.

Ya en Estados Unidos fue uno de los integrantes del Instituto Esalen en sus comienzos, donde llegó a ser uno de los tres sucesores de Fritz Perls. Se le considera uno de los pioneros de la Psicología Transpersonal y un integrador entre psicoterapia y espiritualidad. Su peregrinaje vital le llevó a recibir enseñanzas de diversos maestros como Swami Muktananda, Idries Shah, Oscar Ichazo, Suleyman Dede, S.S. el Karmapa XVI y, más decisivamente de Tarthang Tulku Rinpoché. Asimismo fue investigador adjunto del Instituto de Evaluación e Investigación de la Personalidad en la Universidad de Berkeley, y asociado de Raymond Cattell en el Instituto para la Evaluación de la Personalidad y Habilidades. Enseñó Religión Comparada en el Instituto de Estudios Asiáticos de California, Psicología Humanista en la Universidad de California en Santa Cruz, y Meditación en el Instituto Nyngma de Berkeley. 

El Dr. Naranjo es presidente honorario de dos Institutos Gestalt, miembro del Instituto de Investigación Cultural de Londres y de la Asociación Club de Roma en los Estados Unidos. Se le considera uno de los pioneros del movimiento para el potencial humano y un maestro integrador de los conocimientos provenientes de la sabiduría tradicional y el conocimiento científico acerca del ser humano. 

Actualmente se dedica a la educación integradora y transpersonal de psicoterapeutas y educadores en diversos países europeos y sudamericanos, a través del Programa SAT.